Grito Rock reúne diversidade de público Les Artistes Café

Foto: Assessoria de Comunicação/Manauscult Grito Rock

Ao som de muita música autoral, artistas amazonenses abriram a nona edição do Grito Rock no palco do Les Artistes Café neste sábado, 13. A programação musical teve início no fim da tarde, com a banda Anônimos Alhures, por volta das 16h30, e entrou pela noite com sete bandas selecionadas pela curadoria do evento. Mais de 100 se candidataram por meio do site TNB Toque no Brasil.

O evento faz parte dos 97 apoiados pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) no edital de chamada pública 11/2015 para bandas e blocos do Carnaval 2016. A proposta de contemplar a diversidade de estilos musicais, do indie rock ao reggae, rap e metal, agradou o público.

“Esse tipo de evento é importante para quebrar o preconceito que as pessoas têm com o rock e outros ritmos. Até mesmo pra mim que não acreditava que a mistura de rap com o rock pudesse dar certo, mas o saldo está bem positivo. Esses meios também podem ser um coletivo social”, afirmou o estudante Paulo Henrique da Silva Cruz, que já participou de outras edições do Grito Rock.

Para a cantora Kely Guimarães, segunda a se apresentar, todo evento artístico que prioriza a música autoral contribui para o fomento de novos artistas. “Mais pessoas passam a se sentir instigadas a produzir. Manaus tem muita gente boa compondo e espaços como este são fundamentais para a formação de público”, afirmou a cantora de rock que passeia também pela MPB e compõe há 18 anos.

O grupo Poesia e Ritmo, que trouxe MC Branquela como participação especial, trouxe uma mistura de hip hop, rap e raggae para o palco do Grito Rock. As batidas serviram de base para mensagens de preservação ambiental e de denúncia contra o desmatamento da Amazônia. MC Branquela mandou o recado contra o preconceito de todas as formas, principalmente em relação à mulher.

A programação conta ainda com a apresentação das bandas como Silent, Johnny Jack Mesclado, Extreme Warning e Eutanase. A ideia é aproximar artistas com público já consagrado na cidade com novos trabalhos.

Debates

Mais cedo, por volta das 14h, debates sobre racismo e a causa LGBT no contexto do Carnaval, em parceria com mobilizadores sociais da cidade, ocuparam o Instituto Amazônia, na Rua Bernardo Ramos 145, Centro Histórico de Manaus.

Produtores do audiovisual também realizaram uma rodada de conversa com representantes do Escritório Regional Norte da Linha de Produção de Conteúdos destinados às TVs Públicas. As discussões terminaram por volta de 17h.

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