Festival de Yemanjá terá espaço no Réveillon 2017

Foto: Divulgação

De 29 de dezembro a 1º de janeiro de 2017 ocorrerá o Festival Afro-Amazônico de Yemanjá 2016, que tem como proposta reunir povos e comunidades tradicionais de Matriz Africana para a realização de manifestações e celebrações culturais e religiosas. Assim como em 2015, os povos terão um espaço exclusivo na Praia da Ponta Negra, Zona Oeste, para seus ritos.

A abertura do evento, organizado pela Articulação Amazônica dos Povos Tradicionais de Matriz Africana (Aratrama) e realizado pela Associação de Desenvolvimento Sociocultural Toy Badé, ocorrerá no dia 29, 18h, na Ponta Negra (Área do Clube de Remo) para convidados. Na ocasião serão homenageadas organizações e instituições que se destacaram em 2016 na lua contra o preconceito e ódio religioso.

A partir do dia 30, o espaço será aberto ao público. De acordo com Alberto Jorge, coordenador geral do Festival, mais de 20 mil pessoas estão sendo aguardadas durante esses dias, sendo a maior concentração no primeiro dia. “A partir do dia 30 estará aberto a todas as pessoas místicas. No local, as pessoas poderão fazer seus ritos com segurança. Haverá tendas para os terreiros e uma praça de alimentação com comidas de terreiro e bebidas para serem comercializadas”, explica.

O evento conta com apoio da Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura Turismo e Evento (Manauscult) e Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e órgãos do Governo do Estado, como a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc).

Segurança

Para maior segurança, além do trabalho da Polícia Militar do Amazonas (PM) o público que for ao espaço passará por revistas e receberá uma pulseira para ter acesso ao local. Alberto Jorge deixa claro que o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) concedeu permissão para que no evento seja possível a entrada de garrafas de vidro para oferendas. “Não será permitido entrada de bebidas para consumo, apenas para as oferendas. O consumo deverá ser feito na praça de alimentação”, pontua.

Alberto Jorge destaca, ainda, que este também é um momento para combater o preconceito. “De modo algum será permitida a intolerância religiosa. Todos terão seu espaço, quem for para a festa do Réveillon, quem for aproveitar os shows e nós teremos uma área de 700 metros, com acesso a água para fazermos nossas oferendas e homenagens com tranquilidade”, divulga.

Hoje em Manaus, há aproximadamente 400 terreiros apenas na zona Norte e Leste, e um levantamento, ainda em andamento na capital, já chega a mil locais. “Acreditamos que, de modo geral, em Manaus exista uma média de quatro mil locais de culto e adorações”, comenta o coordenador.

 

Texto: Mônica Figueiredo

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