Espetáculo ‘Mercedita’ celebra 10 anos no Teatro Amazonas

Foto: Divulgação

Chegou a hora de a Companhia de Teatro Apareceu a Margarida comemorar os dez anos de um de seus espetáculos de maior sucesso: ‘A Herança Maldita de Mercedita de La Cruz’. Escrita por Sérgio Cardoso, com direção de Chico Cardoso, a peça, que se consagrou como um ‘hit’ do teatro amazonense, com mais de 20 mil espectadores, retorna ao palco do Teatro Amazonas no próximo domingo (5), às 19h, com ingressos a R$ 20 (R$ 10 para estudantes).

O espetáculo tem como eixo principal a decadência e o declínio econômico da cidade de Manaus com o fim do apogeu da borracha, na transição da década de 40 para 50. Na peça. Manaus é retratada como Lazone, uma cidade quase fantasma que se alimenta do ódio e do desejo de vingança daqueles que permaneceram. É nesse cenário que vive Mercedita de La Cruz, famosa modista de noivas, que se transforma na principal vítima do ódio e da vingança de sua própria família.

O ator e idealizador do projeto, Michel Guerrero, relembra o impacto que a peça teve na época de sua estreia, em 2006. “Não sabíamos que a peça ia estourar. Aquela mágica noite já nos mostrou o sucesso da peça, que depois foi ao Rio de Janeiro, Acre e Amapá e rendeu prêmios à direção e ao dramaturgo. Grandes temporadas lotadas foram feitas em espaços locais, como Teatro da Instalação, Auditório do ICBEU, Teatro do Sesc e Teatro Amazonas, entre outros”, contou.

Para a apresentação de dez anos, estará mantido o elenco original do espetáculo, com os atores Michel Guerrero, Arnaldo Barreto e Nivaldo Mota, à exceção de Paulo Altallegre, que será substituído por Hely Pinto. Os ingressos para a apresentação já estão à venda na bilheteria do Teatro Amazonas.

Mercedita 10 Anos

A-Herança-Maldita-de-Mercedita-de-La-Cruz

O projeto ‘Mercedita 10 Anos’ prevê a venda de DVDs da peça para os fãs, uma nova temporada de apresentações, ainda sem data, e a realização de ‘Mercedita – O Filme’, produção que está na fase de captação de patrocínio.

“Decidi pelo filme no sentido de eternizar para as futuras gerações esta história de sucesso do teatro amazonense”, afirmou Michel.

Proposta

A proposta da encenação é aproveitar a atmosfera dos anos 50 do pós-guerra, em que surgem várias linguagens, como o teatro do “absurdo”, por exemplo, seguindo o veio da comédia contemporânea, pinçando células de suas vertentes para imprimir uma característica cabocla, colocando a sociedade manauara no foco da discussão do espetáculo.

Ficha técnica

Texto: Sérgio Vieira Cardoso

Direção: Chico Cardoso

Figurinos: Chico Cardoso e Fabiano Fayal

Produção Executiva: Michel Guerrero

Iluminação: Chico Cardoso

Sonoplastia: Geraldo Langbeck


Com informações de assessoria

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