Filme de Maya Da-Rin seleciona elenco indígena

Foto: Dheik Praia/Divulgação Pesquisa-de-elenco-na-Aldeia-Beija-Flor,-no-Rio-Preto-da-Eva.-Foto-Dheik-Praia.

No mês da consciência indígena, além dos tradicionais encontros que ocorrem na cidade, os indígenas de Manaus e arredores terão a oportunidade de participar da seleção de elenco para o longa-metragem “A Febre”, da diretora carioca Maya Da-Rin.

Nessa quarta-feira, 19 de abril, a produtora Tamanduá Vermelho inicia o recebimento de inscrições para a seleção de elenco dos personagens principais do filme, que contará a história de uma família indígena que vive em Manaus, em meio às adversidades da cidade grande. Nesta primeira etapa, a seleção é aberta para homens indígenas entre 40 e 60 anos, que falem a língua tradicional do seu povo, e para homens e mulheres indígenas entre 20 e 30 anos.

Não é exigida experiência anterior de atuação e os interessados poderão entrar em contato com a produtora pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp (92) 98122-4665, enviando nome, foto, idade e etnia. Em seguida, a produção repassará as orientações para os testes presenciais, que acontecerão no Centro de Artes da Ufam, no Centro, entre os dias 27 de abril e 1º de maio.

“A Febre”, que será rodado na cidade no segundo semestre de 2017, é fruto de uma longa pesquisa realizada na região pela diretora Maya Da-Rin, que já filmou dois documentários no Amazonas, premiados em importantes festivais no Brasil e no exterior. Contemplado pela Agência Nacional de Cinema, o projeto é uma coprodução entre o Brasil e a França, e foi desenvolvido na residência de roteiro do Festival de Cannes.

Sobre Maya Da-Rin

Maya Da-Rin é cineasta e artista visual. Graduada em Arte e Design pela PUC-Rio, cursou a pós-graduação em Filosofia da Arte na mesma instituição e participou de workshops na Escola de Cinema de Cuba. Em 2010, integrou o programa em Cinema e Artes Visuais no Estúdio de Arte Contemporânea Le Fresnoy, na França, onde se graduou com honra de mérito. Em 2012, foi artista residente no Centro de Arte LABoral, na Espanha, e em 2016 concluiu o mestrado em Cinema e História da Arte na Sorbonne Nouvelle. Seu trabalho foi exibido e premiado em diversos festivais e centros de arte, como o Festival de Locarno, Leipzig, Toulouse, Bienal de São Paulo, MoMA, New Museum e Centro de Arte Contemporânea de Vilnius. Em 2015, criou a produtora Tamanduá Vermelho, e atualmente prepara seu primeiro longa-metragem de ficção, “A Febre”, selecionado para a residência Cinéfondation (Festival de Cannes), os laboratórios Script&Pitch e FrameWork (Festival de Torino) e apoiado pelo Hubert BalsFund (Festival de Rotterdam).


Com informações de assessoria

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