Kanauã apresenta espetáculos de dança no Teatro da Instalação

Foto: Divulgação

O projeto de dança Kanauã, que atende jovens e adolescentes da zona leste de Manaus, apresentará os espetáculos “Virar a página” e “Experimento de morte 29”, como resultado de um ano de trabalho no bairro Zumbi dos Palmares.

Segundo o  coordenador Fran Martins, “o projeto surge efetivamente no ano de 2016, por alguns jovens artistas, que se reuniram com o intuito de criar obras que retrata a emancipação de grupos sociais na sociedade, buscamos atribuir valores artísticos e culturais a jovens amantes da arte do nosso bairro e adjacências. Hoje temos jovens do Bairro Tarumã no grupo, assim como bailarinos do bairro Colônia Antonio Aleixo.”

O projeto busca oferecer formação artística em dança, através das aulas de ballet clássico, dança contemporânea, performances, tecido aéreo, e dança moderna.

Os espetáculos

A kanauã Companhia de Dança apresenta os espetáculos “Virar a página” e “Experimento de Morte 29”, nos dias 28 e 29 de dezembro, no Teatro da Instalação, no Centro de Manaus. As sessões serão realizadas gratuitamente, às 19h.

No primeiro dia, nesta quinta-feira (28), a companhia de dança apresentará o espetáculo “Virar a Página”, a partir de textos dos poetas amazonenses Antonio Soares e Wanderley Oliveira. O espetáculo retrata o conceito que qualquer pessoa tem sobre si, com um ser dentro da sociedade, sujeito à mudanças, sejam elas de vida, de opinião, de sonhos, de hábitos, de pensamentos ou de relacionamentos, bem como nas múltiplas configurações corporais pesquisadas pelos intérprete-criadores nos processos coreográficos desenvolvidos durante todo o ano de 2016. O espetáculo é livre para qualquer idade.

Na sexta-feira (29), “Experimento de Morte 29” será apresentado pelo bailarino solista Fran Martins, que fará uma coreografia performática de denúncia e protesto contra os 29 assassinatos de pessoas LGBT’s (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) no ano de 2016, em Manaus. A apresentação é uma forma de alertar para o alto índice de genocídio dessas pessoas na capital, as quais são vítimas de preconceito devido sua orientação sexual. Para esse espetáculo, a classificação indicativa será de 16 anos.


Com informações da Assessoria

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