Escolas do Grupo A encerram primeira noite de desfile

Foto: Ingrid Anne/Manauscult

Quando o azul e branco resolveu adotar o verde e rosa, o público parou para aplaudir: assim foi o desfile da Primos da Ilha, abrindo o Grupo A, na madrugada de sábado, 10/2. A homenagem à Vitória Régia, escola de samba precursora de tantas outras, incluindo a própria Primos, encantou pela organização, harmonia e beleza plástica, principalmente do carro abre alas, que trouxe personalidades da escola da Praça 14 além da corte do Carnaval.

A segunda escola do grupo a desfilar, a Beija-Flor do Norte trouxe como enredo “Meu Beija-Flor e a juventude, um novo alvorecer”, mostrando em seus carros e fantasias brilhantes o universo de sonhos do qual se tece o Carnaval.

Em seguida, a história do seu Adalberto Nunes, que comanda o Recanto de Xangô, um dos terreiros que contam a história da cultura negra no Amazonas, foi o tema da Unidos da Cidade Nova. Da comissão de frente às alas, passando pelo casal de mestre-sala e porta-bandeira, o que se viu foi um profundo orgulho e respeito à religiosidade negra. No último carro, o próprio Adalberto Nunes encerrou a apresentação, cantando o samba com muita empolgação.

As três últimas escolas do grupo desfilaram sob chuva forte, mas isso não as impediu de mostrar muita emoção e animação na pista. A Acadêmicos da Cidade Alta também levou a resistência negra para a Passarela do Samba, fazendo uma celebração ao Quilombo de São Benedito, um dos símbolos históricos da cidade. Os foliões da Dragões da Império também não desanimaram: todos os integrantes cantaram o samba e dançaram até amanhecer, com o enredo “Salve Jorge! Renato, o Guerreiro Iluminado”.

O encerramento do desfile ficou por conta da Balaku-Blaku, que desfilou exaltando a história da medicina. “Estamos aqui para desfilar, para honrar o Carnaval, porque sabemos que do jeito que a Balaku-Blaku está não será julgada sem ser prejudicada. Mas é isso mesmo, Carnaval é pra quem gosta, é pra quem sente. A Balaku-Blaku é pequena no tamanho, mas grande no coração”, afirmou o presidente da escola, antes de entrar na passarela. Os poderes da medicina que curaram a história foram invocados antes da escola entrar. E funcionou: a agremiação fez um desfile cheio de energia e alegria.

A Império da Kamélia, prevista para encerrar a programação, optou por não desfilar. As apresentações continuam no sábado, a partir das 20h, com o desfile das escolas do Grupo Especial.


Equipe Viva Manaus

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