Homenagens e alegorias de luxo abrem Grupo Especial

Foto: Ricardo Oliveira/Semcom Mocidade Independente de Aparecida - Desfile Oficial do Carnaval de Manaus 2018

Luxo e animação foram as palavras-chave das primeiras escolas a se apresentaram na segunda noite do Desfile Oficial das Escolas de Samba do Carnaval de Manaus neste sábado, 10, no Sambódromo. O desfile começou às 20h e deve seguir até às 6h40 do domingo, 11.

As apresentações começaram com homenagem na Passarela do Samba: a Sem Compromisso dedicou seu samba para Dona Zuzu, figura célebre do Carnaval de Manaus, conhecida por ser a baiana mais antiga da festa. O reconhecimento a Zuzu se refletiu na animação dos brincantes, enquanto a própria homenageada foi o destaque de um dos carros alegóricos.

Uma das organizadoras da harmonia da escola, Michele Carneiro, 23, estava satisfeita com o resultado do trabalho da agremiação. “A gente está aqui com muita alegria, pois é um momento histórico para a escola. Na Passarela, tudo acontece muito rápido, uma loucura, mas vale a pena. Dona Zuzu é maravilhosa, e esse ano promete, com certeza”, afirmou.

Andanças de Ciganos

Com o verso “do engenho surgiu a bebida mais querida do Brasil”, o enredo que a Andanças de Ciganos trouxe este ano, celebrando a “marvada” cachaça, esquentou o público mesmo debaixo de chuva. A segunda escola a desfilar, com 42 anos de fundação, contou desde a chegada da cana-de-açúcar no Brasil e seu ciclo econômico até a consagração da caipirinha como bebida identitária brasileira. A representação dos escravos nesse processo também foi bem explorada pela agremiação.

A jornalista Mari Remigio, 37, conferiu o desfile e aproveitou para elogiar a agremiação. “A escola veio com muito luxo, estava bonita e organizada e veio para permanecer no Grupo Especial, com muitos detalhes em luxo”, afirmou.

Aparecida

Terceira escola a desfilar, a Mocidade Independente de Aparecida revisitou um dos seus temas mais famosos, trinta anos depois: “Maués, origem divina, destino humano”. Figurinos de Sateré Mawé e alegorias de guaraná exaltaram a cidade de Maués com mais de 3 mil componentes, ao som do mesmo samba-enredo que foi sucesso da escola em 1988.

O cantor Zezinho Côrrea foi um dos brincantes e fieis da Aparecida que participou do desfile. “Estar na avenida hoje com a Aparecida, e com esse samba, que foi muito sucesso em carnavais passados e que agora volta com mais energia e mais força, fazendo com que a criatividade brote cada vez mais, é uma satisfação grande e um divertimento muito bom. Sou Aparecida de coração e espero estar por muitos anos aqui ainda”, afirmou.

A Grande Família

A quarta apresentação ficou por conta da escola A Grande Família, que levou 26 alas e três carros alegóricos para celebrar as riquezas da Colômbia. Entre os foliões, figurinos de pedras preciosas e alegorias à cultura e belezas naturais do país. A bateria iluminada, inspirada em Simón Bolívar, agitou os brincantes no trajeto do desfile.

Empresária no ramo e rainha de uma bateria de escola de samba na Suíça, Daniella Cabral voltou para a terra depois de dez anos para curtir o Carnaval de Manaus. “Escolhi ‘A Grande Família’ por ter um tema que tem um envolvimento com a parte indígena da Colômbia e isso me atraiu muito, pois no meu grupo de dança tenho um trabalho voltado para o ritmo indígena”, afirmou Daniella, empolgada com o evento.

O desfile continua ainda até às 6h40 deste domingo, 11, com a apresentação de mais quatro escolas de samba.

Desfile do Grupo Especial


Gabriel Oliveira, Steffanie Schmidt e Ingrid Sanzi
Equipe Viva Manaus

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