Cine Vídeo Tarumã homenageia o Dia da Mulher

Foto: Mulheres Divinas/Reprodução

De volta do recesso letivo, o cineclube Cine Vídeo Tarumã homenageia o Dia Internacional da Mulher com uma seleção de filmes voltados a temática feminina. As obras tratam de temas diversos, desde o direito ao voto na década de 70 até protestos em 2012 contra o estupro e feminicídio. Todas as sessões são gratuitas, com início às 12h30 e ocorrem no Auditório Rio Negro, localizado no hall do IFCHS, antigo ICHL, na Universidade Federal do Amazonas.

Na segunda-feira, 12, o filme exibido é “Mulheres Divinas”, da diretora sueca Petra Volpe. O longa narra a vida da jovem dona de casa Nora (Marie Leuenberger), que vive com seu marido e dois filhos numa pequena aldeia. Sua vida até então tranquila, em pleno período pós-revolução de 1968, é transformada quando ela passa a lutar publicamente pelo direito de voto das mulheres em fevereiro de 1971.

Na quarta-feira, 14, o filme é “Mulheres sem Homens”. A produção se passa em 1953, no Irã, quando um golpe de estado derrubou o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh e reinstalou o Xá no poder. Ao longo de vários dias, quatro mulheres diferentes da sociedade iraniana estão reunidas nesse contexto de turbulência política e social: Fakhri (Arita Shahrzad), uma mulher de meia-idade presa a um casamento sem amor e que deve lidar com seus sentimentos por uma antiga paixão que acaba de retornar da América; Zarin (Orsi Toth), uma jovem prostituta, que tenta escapar à devastadora situação de não poder mais ver os rostos dos homens; Munis (Shabnam Toloui), uma mulher politicamente consciente, que procura resistir à reclusão imposta a ela por seu irmão religioso fanático; e Faezeh (Pegah Ferydoni), amiga de Munis, que permanece alheia ao tumulto nas ruas e anseia apenas em se casar com o irmão dela.

Já na sexta-feira, 16, é a vez do documentário “Filha da Índia”, da diretora Leslee Udwin. Um grupo de seis homens estupra uma mulher de 23 anos em um ônibus, em dezembro de 2012, em Nova Délhi, e dias depois ela morre no hospital por graves ferimentos internos. Indignadas pela violência, mulheres do país inteiro vão às ruas protestar, mobilizando uma onda mundial de aversão a tal ato. Entrelaçada com a história, as vidas, valores e mentalidades dos estupradores com quem a cineasta teve acesso. Uma reflexão sobre a sociedade e seus valores que geram tais atos violentos e um apelo otimista para uma possível mudança.


Com informações de assessoria

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