Academia Amazonense de Letras

 

Foto: Ingrid Anne/Manauscult

 

 Está localizada na confluência das ruas Ferreira Pena e Tapajós. O prédio faz parte do acervo do Patrimônio Histórico do Estado e foi preservado nas características originais, incluindo além da recuperação da infraestrutura física, suas instalações hidráulicas e elétricas, o rebaixamento de ferro, no andar superior para melhorar o sistema de refrigeração, que também ganhou novos aparelhos.

Endereço: Av. Ramos Ferreira, 1009 – Centro

Telefone: (92) 3234-0584

 


Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas – IGHA

 

Foto: Chris Pellet/Manauscult

 

Fundado em 1917, o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas está localizado na área mais antiga da cidade, próximo ao prédio da Prefeitura, na região portuária. No local há a Biblioteca Ramayana de Chevalier, que oferece um acervo de cerca de 60 mil livros, com documentos manuscritos e obras raras da História e Geografia do Amazonas.

O prédio também abriga o Museu Crisantho Jobim, com cerâmicas indígenas, coleção etnográfica, fotografias antigas, aves empalhadas, mobiliário, pintura entre outros. Tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual – Decreto nº 5218 de 30/10/1980.

Endereço: Rua Frei José dos Inocentes, 132 – Centro

Telefone: (92) 3622-1260

 


 

Monumento à Abertura dos Portos

 

Foto: Chris Pellet/Manauscult

 

Localizado no centro da Praça São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, o Monumento foi erguido em homenagem à Abertura dos Portos e Rios da Amazônia à Navegação Estrangeira, ocorrida em 1866.

O monumento que hoje se encontra na Praça não é o original. O primeiro erguido, era somente um obelisco, inaugurado em 1867, registrando a data do acontecimento histórico.

Em 1899, com a riqueza advinda da exploração da borracha, ergueu-se outro monumento (o atualmente existente) mais imponente e de maior valor artístico, sob a supervisão e criação do artista italiano Domenico De Angelis, que na época dedicava-se à decoração do salão nobre do Teatro Amazonas, então em construção. Todo material usado no monumento foi importado da Europa, especialmente da Itália.

Inaugurado em 1900, no ano da comemoração do quarto centenário do Brasil, o monumento simboliza os quatro “cantos do mundo”: Ásia, América, África e Europa, cada um é representado por uma embarcação, com um menino sentado.

No barco da África, sentado em uma cabeça que simboliza o Egito, com símbolos também egípcios, um menino segura duas presas de elefante; o barco da Europa, que exibe uma águia à proa, mostra um menino segurando um globo terrestre; o barco asiático mostra o “croissant”, símbolo dos muçulmanos, caracteres antigos gravados à proa e o menino às costas de um leão; no barco da América encontram-se agrupados elementos decorativos diversos, com um menino à proa e uma serpente enrodilhada na quilha do barco.

O monumento registra a data de XV de Novembro de 1889, em que se comemora a Proclamação da República do Brasil, ressaltando o nome de José Cardoso Ramalho Júnior, na época governador do Estado do Amazonas.

A maioria das árvores que cercam a praça são Oitis (Liconia torneto) e Viuvinhas (Pétrea volubili). O piso – com desenhos sinuosos que posteriormente teriam inspirado as calçadas de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro – simbolizam o encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

Endereço: Centro Cultural Largo de São Sebastião – Centro

 


Monumento à Tenreiro Aranha

 

Foto: Chris Pellet/Manauscut

 

Situado na Praça da Saudade (oficialmente se chama “Praça 5 de Setembro”, que antes se chamou “Largo da Saudade”), atualmente abrange uma quadra formada pelas ruas Ferreira Pena, Ramos Ferreira, Simão Bolívar e Epaminondas.

A construção deste monumento foi proposta por Silvério Nery, em 11 de maio de 1883, quando o Presidente da Província era o Dr. José Lustosa da Cunha Paranaguá. No projeto inicial o monumento seria implantado na Praça 28 de Setembro (atual Praça da Polícia). Porém, já no governo de Eduardo Ribeiro, o mesmo determinou a instalação do monumento na Praça 5 de Setembro, isto por volta de 1884-1885. O monumento acabou sendo implantado na Praça Tamandaré, no ano de 1907. No ano de 1932, foi transferido para a “Praça da Saudade”, na Gestão Municipal de Emmanuel Morais.

Endereço: Praça Tenreiro Aranha, Rua Guilherme Moreira – Centro

 


Prédio da Alfândega e Guarda Mouria

 

Foto: Ingrid Anne/Manauscult

 

O conjunto arquitetônico da Alfândega e Guarda Mouria foi tombado pelo IPHAN em 1987, junto com o Complexo Portuário. Inaugurados oficialmente em 1906, os dois prédios foram construídos pela firma inglesa Manaos Harbour Limited, como parte do contrato de concessão do Porto de Manaus. Em estilo eclético, com elementos medievalistas e renascentistas, trata-se do primeiro prédio pré-fabricado do mundo. O prédio da Guarda Mouria, com sua torre e farol edificados com o mesmo material e estilo da Alfândega, completa o complexo. O edifício da Alfândega é considerado o primeiro prédio pré-fabricado do mundo, pois foi trazido em blocos, pronto para ser montado, em porões dos barcos britânicos que aportavam em Manaus na época. A fachada possui três pavimentos, cada um menor que o inferior, até o terceiro que se assemelha a um sótão. No térreo existe uma grande porta em arco pleno; no segundo piso, janelas unidas por colunas; e no terceiro piso, envasaduras com arcos rebatidos. No frontão retangular, na frente do prédio, lê-se a inscrição “Alfândega”, coroada com ameias e a estrela republicana. A torre, com farol, hoje desativado, orientava os navios que chegavam ao porto de Manaus.

Endereço: Rua Marquês de Santa Cruz, s/nº – Centro

 


Porto de Manaus

 

Foto: Ingrid Anne/Manauscult

 

Chegando a ter variações de nível com mais de 10m com a enchente e a vazante do rio Negro, o Porto de Manaus é o maior porto flutuante do mundo. Construído em um cais flutuante e projetado por ingleses, teve sua obra iniciada em 1902 e concluída em 1907 com uma sofisticada engenharia que ainda impressiona a todos. Ele está se tornando um ponto de compras e serviços turísticos, atendendo aos estados do Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre e áreas do norte do Mato Grosso.

Endereço: Rua Marquês de Santa Cruz, 25 – Centro

Telefone: (92) 2123-4350

 


 

Relógio Municipal

   

Foto: Chris Pellet / Manauscult

 

O relógio Municipal faz parte do Programa de embelezamento da cidade, do Prefeito Dr. José Francisco de Araújo Lima. Instalado no início da Avenida Eduardo Ribeiro, o Relógio Municipal foi encomendado a uma relojoaria suíça, sendo montado e revisado por Pelosi & Robert, antigos ourives de Manaus. A Base quadrangular tem 5m de altura e é toda de pedra com moldura de cimento.

Encomendado a uma relojoaria, quando o mecanismo chegou, verificou-se que os ponteiros giravam sobre uma única face. Pelosi & Robert, antigos ourives de Manaus, armaram o outro mostrador com os ponteiros que faltavam, completando a obra de duplo letreiro que tem funcionado cronometricamente até os dias atuais.

A construção de seu pedestal foi concluída no final de 1927. Junto com o obelisco erguido em comemoração ao centenário da elevação de Manaus à categoria de cidade. O Relógio Municipal compõe a paisagem arquitetônica do Largo da Matriz e foi tombado como Patrimônio Histórico Estadual, através do Decreto Nº 11.197, de 14.06.1988.

Endereço: Av. Eduardo Ribeiro, s/nº – Centro

 


Reservatório do Mocó

 

Foi inaugurado em 23 de setembro de 1899, no governo do Coronel José Cardoso Ramalho Júnior, embora a obra tenha sido iniciada no governo do Dr. Eduardo Gonçalves Ribeiro e tenha sido concluída em 1897. Possui uma área de 1.089 metros quadrados e sua construção foi ligada à casa de máquinas da Cachoeira Grande. Foi construído para resolver problemas de abastecimento de água que, no final do século, atingiam Manaus. Sua estrutura interna é toda construída em ferro importado da Inglaterra, em estilo neorrenascentista e possui sobre os ferros, um gigantesco depósito de água constituído de dois tanques metálicos que ocupam todo o espaço superior do imóvel.

Ainda hoje o Reservatório do Mocó abastece uma grande parte da cidade, funcionando diuturnamente. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, no dia 13 de março de 1995.

Endereço:  Praça Chile, Rua Major Gabriel – Nossa Senhora das Graças