A história de Manaus inicia em uma aldeia indígena, em torno da Fortaleza de São José da Barra, em 1669. A Fortaleza foi construída para assegurar o domínio da coroa de Portugal na região, área da confluência do rio Negro com o Amazonas e o Solimões, e controlar o portão de entrada dos confins ocidentais da Amazônia, reservados à Espanha (1494), pelo Tratado de Tordesilhas.

O povoado que se desenvolveu no entorno recebeu o nome de São José da Barra do Rio Negro (Lugar da Barra) e em 1832, sob a denominação de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro, o vilarejo foi elevado à categoria de vila. Em 1848, a Vila da Barra foi elevada à categoria de cidade, com o nome de Cidade da Barra do Rio Negro, para receber em 1856 o nome de Manáos, em homenagem à nação indígena dos Manáos (Mãe dos Deuses), considerada o mais importante grupo étnico habitante da região, reconhecido historicamente pela sua coragem e valentia.

Rapidamente, a vila existente foi transformada numa cidade de intenso movimento comercial e incorporações urbanas. Além das sociedades sociais comerciais, das instituições financeiras, dos meios de transporte, da estrutura de saneamento básico e das arejadas praças e calçadas, Manaus possuía uma vida cultural intensa. A capital do Amazonas já oferecia infraestrutura significativa.

Na época áurea da borracha, Manaus viveu seus anos de glória, com habitantes abastados. A cidade possuía cinco grandes casas de diversão para seus 50 mil habitantes e estava entre as mais bem servidas capitais em termos de entretenimento, especialmente quando confrontada com outras capitais como Lisboa (11 casas para 500 mil habitantes) ou Rio de janeiro (11 casas para 800 mil habitantes).

A Fortaleza que deu origem a cidade desapareceu em ruínas em torno de 1850 em um incêndio, dando lugar a um prédio que atualmente pertence à administração do Porto de Manaus.