Catedral Metropolitana de Manaus

 

Foto: Ingrid Anne/Manauscult

 

Primeira igreja erguida após a fundação de Manaus, a Matriz de N. Srª. da Conceição, foi construída em 1695 por missionários carmelitas. Era uma construção simples e rústica. A obra foi reconstruída pelo então presidente da Província, Manoel da Gama Lobo D’Almada, que ampliou suas instalações. Em 1850, a igreja foi completamente destruída por um incêndio. Vinte anos se passaram entre o lançamento da pedra fundamental e a sua inauguração. O prédio atual da nova igreja da Matriz foi inaugurado em 1878. Sua construção é bastante simples, com predominância de linhas retas em estilo neoclássico.

A fachada divide-se em dois andares, com poucos elementos ornamentais. Os seis sinos da igreja foram importados de Portugal e instalados em 1875. Até hoje, a igreja mantém uma posição de destaque na paisagem do centro da cidade.

Localizada sobre uma pequena elevação, em frente ao Porto, a Catedral foi a primeira grande obra arquitetônica realizada em Manaus.

Voltada para o rio Negro, com suas belas escadarias que sugerem o desenho de uma lira, o prédio impressiona pela sua beleza e sobriedade.

Endereço: Praça Oswaldo Cruz, s/nº – Centro

Telefone: (92) 3234-7821

 


Igreja de Santo Antônio – Capela do Pobre Diabo

 

No ano de 1882, Antônio José da Costa, um comerciante português, mandou fazer uma placa de madeira que representava um homem coberto de trapos com os dizeres: “Ao pobre diabo”. Antônio sempre dizia que não vendia fiado por ser um pobre comerciante, por isso foi apelidado pela população de “pobre diabo”. Em 1897, casou-se com Cordolina Rosa de Viterbo e foram morar próximo à Praça Floriano Peixoto, onde montaram uma casa de diversões. Com o tempo, Antônio adoeceu e sua mulher, que era devota de Santo Antônio, fez uma promessa de construir uma capela em louvor ao santo pedindo a cura do marido. Antônio ficou curado e Cordolina mandou construir a capela para pagar a promessa ao santo. Hoje é conhecida pela população como “Capela do Pobre Diabo”.

Endereço: Rua Borba – Cachoeirinha

 


 

Igreja dos Remédios

 

Foto: Wallace Almeida

 

A Capela de Nossa Senhora dos Remédios foi edificada em local de antigo cemitério indígena e foi fundada pelo Major Manoel Joaquim do Paço, que assumiu o governo em 1818. Foi destruída pela população em 1821, em uma manifestação denominada Revolução da Independência, à qual o governador não aderiu. Sua reconstrução foi promovida em 1827.

A partir de 1851, a Capela dos Remédios passou a servir de Matriz, tendo em vista o incêndio ocorrido na antiga igreja no ano anterior, e assim prosseguiu durante oito anos.

A reforma mais radical ocorreu no início do século XX, quando a igreja passou a adquirir sua feição atual. O projeto foi de autoria do arquiteto italiano Filintho Santoro. Tem-se registro de que, até 1913, a obra não tivesse finalizado.

A Igreja Nossa Senhora dos Remédios foi tombada pelo Governo Estadual segundo o Decreto nº 11.037 de 12.04.1988.

As diversas reformas passadas pela Igreja Nossa Senhora dos Remédios, em especial a processada no início do século XX, dificultam a compreensão de seu aspecto original. As poucas informações precisas a respeito de seus aspectos arquitetônicos são possibilitadas através de registros fotográficos antigos, nos quais se percebe a aparência singela da edificação, composta por um pavimento.

A Igreja dos Remédios, em sua feição atual, possui estilo neoclássico, com influência do renascimento italiano. Trata-se de uma edificação contendo dois pavimentos, apresentando fachada principal com as seguintes características: embasamento em reboco liso; corpo dividido em cinco partes por pilastras de fuste liso; seção quadrangular e de capitéis coríntios.

O pavimento térreo é composto por quatro nichos em arcos e pela porta centralizada à fachada. O pavimento superior é composto por cinco janelas em arco pleno, sendo que a esquadria central é feita em vitral, percebendo-se um motivo de cruz. O coroamento do prédio se faz por uma cimalha simples, cujo friso apresenta, em alto relevo, a inscrição “Nossa Senhora dos Remédios”, e por um frontão triangular, encimado por uma cruz, e contendo um símbolo cristão em seu tímpano. A cobertura tem caimento em duas águas. Cada fachada apresenta um nicho no andar térreo e uma janela em arco pleno no segundo pavimento. Na parte posterior da igreja, vê-se um campanário coberto por uma cúpula. O acréscimo na parte posterior do conjunto não é original.

Endereço: Em frente à Praça dos Remédios, na Rua Miranda Leão, entre as ruas Leovegildo Coelho e Cel. Sérgio Pessoa

 


Igreja São Sebastião

 

Foto: Chris Pellet/Manauscult

 

A construção da Igreja, sob a direção de Gesualdo Machetti de Lucas, data de 1888. Com o fim do Império e consequente Proclamação da República, a obra sofreu atrasos em decorrência do corte de recursos anteriormente garantidos pelo Estado.

O prédio é em estilo neoclássico, com alguns elementos medievais. Muitos dos objetos originais, tais como vasos sacros de ouro e porcelana, já não existem. Estão intactas as pinturas que cobrem o teto, desde a entrada até o altar, incluindo a cúpula e as paredes. Trazidas da Itália e fixadas no local, são de autoria de Sílvio Centofanti, Francisco Campanella e Ballerini. A maior delas pintadas por Balleni no teto mostra o martírio de São Sebastião; a base da cúpula retrata os quatro evangelistas; e na própria cúpula a “Glória do Céu” com oito anjos. Nas laterais da nave existem telas representando São Pedro e São Paulo. A capela lateral, à esquerda, abriga um interessante presépio em tamanho natural, com um grande camelo, trazido da Europa por uma rica família manauara. Na capela – mor existe uma bela estatueta de São Sebastião, ladeado por três vitrais assinados por Francisco Campanella. A “Via Crucis” é notável, com seus quadros em relevo. A fachada tem somente um sineiro – o segundo jamais foi construído. Certos autores dizem que infiltrações de água motivaram a paralisação das obras, que nunca mais foram reiniciadas, Outros dizem que o mestre de obras teria fugido com o dinheiro destinado à construção.

Tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual – Decreto nº 11038 – 12/04/1988.

Endereço: Rua 10 de Julho, 567 – Centro

Telefone: (92) 3232-4572