Z, de Costa-Gavras

A programação da próxima semana no Cine Vídeo Tarumã envolve três longas-metragens que discutem as diversas versões de um fato político e suas consequências. Os filmes exibidos serão os clássicos dos anos 1970 “Z” e “Sacco e Vanzetti”, e, aproveitando também a prisão do polêmico jornalista e ativista Julian Assange, será apresentado o documentário “Risk”. As sessões acontecem na segunda, 27, quarta, 29, e sexta-feira, 31/5, e são gratuitas. O Cine Vídeo Tarumã é um projeto de extensão da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e funciona no Auditório Rio Negro, localizado no hall do IFCHS.

Iniciado a semana na segunda-feira, 27, será exibido “Z”, do celebrado cineasta grego Costa-Gravas. O filme é considerado um clássico do cinema político dos anos 70 e é também uma das principais obras do diretor, que também já fez “Estado de Sítio” e “Desaparecido”. O filme conta com o ator Yves Montand e retrata um momento delicado na história de um país fictício à beira de uma ruptura institucional. Quando um político é morto em um acidente, começam a surgir dúvidas quanto a este fato e, na medida que o juiz responsável pelo processo investiga o caso, revela-se um grande jogo de corrupção e disputas de poder.

Na quarta-feira, 29, é a vez de “Sacco e Vanzetti”, do italiano Giuliano Montaldo. Conhecido pelo seu cinema político, Montaldo traz neste filme uma história de injustiça contra dois anarquistas acusados de realizar um roubo e de matar um segurança. O filme conta com a trilha sonora de Ennio Morricone e ficou bastante conhecido por suas músicas cantadas por Joan Baez, grande nome da música americana na época.

Na sexta-feira, 31, finalizando a semana, será exibido o documentário “Risk”, da diretora Laura Poitras, conhecida pelo seu trabalho anterior, “Citizenfour”, com o qual recebeu o Oscar de Melhor Documentário. Neste novo projeto, Poitras segue dando foco a uma personalidade central no esquema de invasão de privacidade realizado pelo governo dos Estados Unidos. A prisão recente de Julian Assange só complica ainda mais esta questão, já que as acusações que o fundador do Wikileaks enfrenta pelo Departamento de Justiça dos EUA põem em sério risco a liberdade de imprensa. No documentário, a diretora explora a figura de Assange construída nos últimos dez anos, entrando no campo de suas polêmicas e suas convicções políticas.


 

Com informações de assessoria