Foto: Divulgação/Sávio Stoco

Enaltecendo a importância histórica da arte presente nos quatro símbolos do brasão oficial de Manaus, o projeto “Imagens e símbolos de Manaus: história social da arte e cultura visual”, contemplado no Edital de Conexões Culturais de 2017, realizado pela Prefeitura de Manaus, entra em fase de execução esta semana, com a realização de seis minicursos gratuitos.

Segundo o proponente do projeto, Sávio Luis Stoco, doutor em Meios e Processos Audiovisuais da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP), o trabalho se originou de um projeto de pesquisa acadêmica, realizado juntamente com Ricardo Agum, doutor em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador colaborador, visando a parte significativa da história cultural de Manaus, relacionada à identidade visual que perpassou períodos, instituições, artistas, produções e as mais variadas práticas da arte.

“A história da arte e da cultura visual em Manaus pode ser tratada sob o enfoque de quatro símbolos relacionados à capital amazonense. A partir dessa premissa e das pesquisas empreendidas, compreendemos quatro imagens de maior envergadura que, ao longo do período da vida na capital do Amazonas, foram influentes na história, como o encontro dos rios Negro e Solimões, o Ajuricaba, a Cidade Flutuante e o Sauim-de-coleira. Este é o intuito desta pesquisa, ir a fundo à história de toda a representatividade que esses símbolos trazem sobre Manaus”, ressaltou Sávio.

Minicursos

Seis encontros integram a programação do projeto, dividido em duas etapas. Ministrados por Sávio Luis Stoco, os três primeiros já estão programados para o mês de junho e serão realizados na Escola Superior de Artes e Turismo da UEA (ESAT/UEA), situada na avenida Leonardo Malcher, nº 1.728, Praça 14. Trinta vagas serão disponibilizadas para cada atividade, sendo preenchidas por ordem de chegada no dia da realização do minicurso.

A primeira atividade já aconteceu nesta segunda, 24/6, das 9h às 12h, com o minicurso “O encontro dos rios Negro e Solimões: o mais antigo símbolo oficial do Amazonas (1850-1940)”, que abordou o início da exaltação do encontro dos rios Negro e Solimões, promovida pelo autor Lourenço da Silva Araújo Amazonas e, ainda, as inclusões da confluência nos escudos municipal e estadual.

Na quarta-feira, 26/6, das 9h às 12h, será realizado o minicurso “Ajuricaba: herói nativista na decadência da borracha (1920-1950)”. A retomada do personagem histórico Ajuricaba será um dos temas principais abordados durante o minicurso, ministrado por Stoco.

Já na sexta-feira, 28/6, também das 9h às 12h, será a vez do minicurso “A Cidade Flutuante: um símbolo a contrapelo da oficialidade (1950-1960)”, que abordará o momento, na década de 1950, em que a Cidade Flutuante passa a ter visibilidade para além das cercanias do Amazonas e se torna um problema a ser combatido de forma mais enfática pelo governo amazonense.

Na segunda etapa, os três encontros, com datas e locais ainda a serem definidos, serão acrescidos de debates dos pontos temáticos importantes na discussão em curso dos três temas centrais para a história da arte em Manaus: a produção e atuação do Clube da Madrugada em Manaus; a interseção de arte e produções gráficas em Manaus; e Manaus e o movimento curta-metragista (1960-1970).

Livro

Ao término da atividade dos minicursos, um livro com a pesquisa completa será publicado pelos pesquisadores Sávio Luis Stoco e Ricardo Agum, também com data e local a serem definidos para o lançamento.


Jéssica Rebello
Equipe Viva Manaus

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