Palco da Banana no terceiro dia do Festival Passo a Paço 2019 - Foto: Manauscult

Presente pela primeira vez na cobertura do Festival Passo a Paço, nosso estagiário de Jornalismo Tiago Souza montou seu diário de bordo com impressões pessoais sobre o evento. Você pode conferir aqui a primeira e a segunda parte dessa série de crônicas sobre o Passo a Paço 2019 😉


No dia 7, que é o dia da Independência do Brasil, ocorrido há quase 200 anos, muitos artistas presentes no Passo a Paço lembraram disso e manifestaram suas posições no palco, em mais um sinal de liberdade e diversidade que marcam o festival.

No lineup, além de Baco Exu do Blues, Liniker e cia, tivemos como uma das principais atrações um amazonense. E, olha, vou ser bairrista, sim. Que contagiante!

Para quem está fora do Amazonas e não o conhece, o Guto Lima é o “Rei do Arrocha” e mescla, além, é claro, do arrocha, brega, letras autorais e nacionais, de cantores como Lauana Prado, Marília Mendonça, Gusttavo Lima e Beto Barbosa.

Cheguei ao Palco da Banana por volta de 17h50: lotado! Acredito que tenha sido o segundo maior público dali. Ah, e sabe aquele bordão famoso que ele solta? “Vem dançar com o Guto Lima!”? Isso fica na cabeça, gente!

Show do Guto Lima no Palco da Banana, no Festival Passo a Paço 2019 – Foto: Zeca Barcelos/Manauscult

O Guto Lima atraiu desde as criancinhas até os senhores, além de jovens e adultos. Quem estava esperando as próximas atrações, cantava junto com ele, sem distinção de gênero musical ou idade.

Quando estamos em um festival tão amplo, como é o Passo a Paço e com artistas tão conhecidos do grande público, é natural que você escolha os cantores de sua preferência e, consequentemente, nichos formem-se.

Mas não é tão curioso o modo como um artista da nossa terrinha uma todas as tribos em torno de uma música, por muitas vezes, discriminada e rebaixada?

Ah, e eu espero ver no Passo a Paço de 2020, o grande encontro entre pai, Nunes Filho e filho, o nosso Guto Lima!

Precisei sair minutos antes do fim da apresentação. Afinal, esta crônica não se escreve sozinha e sem que eu precise rodar e rodar para lá e cá.

E a propósito: falando em artistas locais, eu não poderia deixar de citar Marcia Novo. Nesta edição do Passo a Paço, ela levou para o Palco Plataforma Malcher o “Baile da Papaizinha’, que apresentou uma mescla incrível com músicas tipicamente regionais. Foi um show recheado de carisma e alegria contagiante.

Baile da Papaizinha no Festival Passo a Paço 2019 – Foto: Leonardo Leão/Manauscult

Aproveito para confidenciar uma passagem: a primeira vez que vi a Marcia Novo foi em uma de nossas lives, produzidas pela Manauscult, no período “pré-Paço”. E com uma desenvoltura sensacional, Marcia gentilmente conduziu os trabalhos e explanou o propósito do baile, assim como interagiu com as outras participantes da entrevista, ou seja, ela é assim!

Considero-me privilegiado em contribuir, nem que seja minimamente, com o andamento do Passo a Paço. Tenho a maior satisfação em colaborar indicando aos visitantes a entrada dos palcos, quem irá cantar, como chegar ao ponto x, y, etc.

E, olha, espero que todos tenham curtido intensamente Liniker, Baco Exu do Blues e Zeca Pagodinho, porque eu curti!

Show de Liniker e os Caramelows no Festival Passo a Paço 2019 – Foto: Leonardo Leão/Manauscult

Baco – claramente o maior público do Palco Banana, gritando insanamente todas as músicas! Eletrizante!

Zeca – Geral se divertindo ao melhor estilo “na paz, na boa”. Teve até fã que levou presente pra ele um quadro pintado com muito carinho!

Liniker – discurso empoderado pelo respeito e pelo amor ao próximo, que passa pelo amor a si mesmo, tudo numa pegada elegante, um som intimista e muito qualificado!

O que nos aguarda no quarto e último dia? Cama?! rs

Tiago Souza
Equipe Viva Manaus