Um dos principais nomes da arte e cultura contemporânea no Amazonas e no mundo: Óscar Ramos vai deixar saudades. Esta página é um breve memorial em sua homenagem.


Óscar Ramos nasceu em Itacoatiara, interior do estado do Amazonas (distante a 269 quilômetros de Manaus) e é considerado um dos principais nomes das artes visuais no Brasil, tendo, inclusive, realizado trabalhos com grandes nomes da música brasileira, assinando capas de discos de Caetano Veloso, Maria Betânia, Gilberto Gil e Gal Costa, por exemplo, além de trabalhos premiados no exterior.

Segundo José Cardoso, amigo do artista há mais de duas décadas, a trajetória de Óscar Ramos foi marcada pela experiência de quem buscou o sentido de sua existência expresso em obras variadas, em cidades como Rio de Janeiro, Madri, Londres, São Paulo, Salvador, sem deixar de traduzir sua escolha consciente em ser um amazônida.

“É possível observar em suas obras a influência do verde da floresta, do azul do céu amazônico, das cores e aromas dos frutos da floresta, do mormaço e principalmente das cheias e vazantes das nossas águas. Desta forma, ele se faz universal, plural e ao mesmo tempo singular na grandeza de sua obra”, comentou o amigo.

Nós últimos anos, Óscar Ramos atuou junto à Prefeitura de Manaus, como curador do Paço da Liberdade, no Centro Histórico de Manaus. Seu último trabalho de curadoria foi relacionado à vida e obra do escritor Guimarães Rosa, homenageado da Semana do Livro 2019 (evento em alusão ao Dia do Livro, comemorado no dia 23 de abril), promovida pela Prefeitura de Manaus e instituições de ensino superior. Na ocasião, Óscar acompanhou todo o processo, da criação à execução das atividades.

Reconhecidamente um dos maiores nomes da arte contemporânea do Brasil, Óscar Ramos possui uma longa trajetória, composta por mais de 60 anos de produção, marcada pelo experimentalismo de apelo universal.

Entre suas parcerias, ele estudou pintura livre com Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1960, produziu obras experimentais com Luciano Figueiredo, e trabalhou na revista “Navilouca”, dos poetas Torquato Neto e Waly Salomão.

Óscar também teve carreira no cinema: ele foi diretor de arte de “O Gigante da América” (1978), de Julio Bressane, e também colaborou em filmes de Ivan Cardoso, como “O Escorpião Escarlate” (1990), pelo qual foi premiado no Festival de Gramado.

Óscar faleceu aos 80 anos, às 5h50 do dia 13/06/2019, no Hospital Beneficente Portuguesa, Centro, onde estava internado desde o dia 5/6, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O velório foi realizado no Centro Cultural Palácio Rio Negro, na Av. Sete de Setembro, Centro Histórico da capital, e o corpo do artista foi enterrado no dia 14/6, no Cemitério São João Batista, zona Centro-Sul de Manaus.


Depoimentos

Quando foi homenageado em 2018, com a exposição "Poemas Visuais e Retrospectiva", Óscar Ramos inspirou depoimentos de…

Posted by Viva Manaus on Friday, June 14, 2019

Morreu ontem Óscar Ramos, grande designer, grande artista, grande amigo e parceiro, co-autor (juntamente com Luciano…

Posted by Caetano Veloso on Friday, June 14, 2019


Algumas obras

Obras - Òscar Ramos


Artigos, reportagens e entrevistas


Livros


Exposição “Poemas Visuais e Retrospectiva”

Exposição realizada em agosto de 2018, no Studio 5 Centro de Convenções, zona Sul de Manaus, em homenagem aos 80 anos de Óscar. Saiba mais aqui.

Exposição "Poemas Visuais e Retrospectiva" - Homenagem a Óscar Ramos